Coluna do CPDoc - Jornal Opinião - América Espírita – Ano XV - Nº 159 - dezembro 2008

Este livro, que acaba de ser lançado pela editora Annablume, de São Paulo, é resultado da tese de doutorado de Magali Oliveira Fernandes, defendida no Programa de Comunicação e Semiótica da PUC-SP, sob orientação da professora Jerusa Pires Ferreira. Nele constam algumas documentações bastante interessantes para se saber um pouco mais a respeito do médium mineiro Chico Xavier.

No primeiro capítulo do livro, a autora lida com o conjunto de notícias que envolviam a figura em pauta e todo o seu trabalho espírita – de produção de mensagens psicográficas e do atendimento ao grande público que o visitava regularmente em Minas Gerais, em Pedro Leopoldo e, depois de 1959, em Uberaba. Aliás, um conjunto de notícias divulgado na imprensa espírita, bem como na imprensa em geral. Com base nesse material, pôde-se ter uma noção de como o papel do médium Chico Xavier foi sendo construído perante a opinião pública, isto é, ele, de homem questionado por seus trabalhos espíritas no início de sua carreira, passou, aos poucos, a ser respeitado como cidadão brasileiro, para além dos adeptos do kardecismo.

Alcione Moreno
Autor: Alcione Moreno
Médica GO - Terapeuta Sexual, Secretária do CPDoc.

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Coluna do CPDoc - Jornal Opinião - América Espírita – Ano XV - Nº 158 – novembro 2008

Bioética e Espiritismo são áreas do conhecimento que se aproximam na medida em que questões relativas à bioética lidam com a expressão material da vida, mas também com as suas relações com o Espírito. Por isso, acredito que é possível produzir uma contribuição a partir da filosofia espírita para as chamadas questões de vida, que têm sido objeto de estudo desta nova ciência intitulada bioética, que surgiuhá 30 anos e estuda as dimensões morais das ciências da vida e do cuidado da saúde, utilizando uma variedade de metodologias éticas num contexto multidisciplinar.

Os princípios que fundamentam a concepção da bioética podem ser respaldados, a partir da concepção espírita, por estarem em absoluta concordância com as leis naturais que regem o universo e que indicam o que o homem deve fazer para ser feliz. Essa lei (divina ou natural, segundo Kardec) está escrita em nossa consciência. O instrumento para distinguir o bem e o mal, segundo a visão espírita, é o uso da inteligência, que permite o discernimento, mediada pela vontade que se mobiliza no sentido de fazer o bem, a máxima de amor capaz de estabelecer novos patamares de relação entre os seres humanos e impor um novo status evolutivo para a humanidade.

Ademar Arthur Chioro dos Reis
Autor: Ademar Arthur Chioro dos Reis
Médico sanitarista e professor universitário. Membro do CPDoc e do Centro Espírita Allan Kardec (Santos-SP)

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Alexandre Caroli Rocha, formado em Letras pela UNICAMP, defendeu em 2001, junto ao Programa de Pós-Graduação em Teoria e História Literária, do Instituto de Estudos da Linguagem (UNICAMP), sob orientação do Prof. Dr. Haquira Osakabe, dissertação de mestrado intitulada “A Poesia Transcendente de Parnaso de Além Túmulo”, tomando como objeto de estudo o conhecido livro psicografado por Francisco Cândido Xavier, composto por 259 poemas atribuídos a 56 poetas brasileiros e portugueses.

No estudo o autor procura levantar questões como a autoria, o pastiche, o estilo, os limites do literário. Parte do histórico das edições de Parnaso; dos poetas apresentados como os autores espirituais; dos conteúdos da antologia e das repercussões de Parnaso no meio espírita e na imprensa em geral. A partir daí, desenvolve cinco estudos, analisando três poetas portugueses, João de Deus, Antero de Quental e Guerra Junqueiro, e dois brasileiros, Cruz e Sousa e Augusto dos Anjos, procurando conhecer que pontos em comum existem entre poemas de Parnaso e a obra de autores a quem são atribuídos. Segundo Alexandre, “os resultados desses cotejos sugerem que os poemas de Parnaso não seriam o produto de uma simples imitação literária”.

O autor procura, ainda, analisar a configuração autoral e a intenção probatória da antologia; alguns pressupostos do entendimento espírita de arte; a inspiração literária e o espiritismo; Chico Xavier e a psicografia e, por fim, os propósitos persuasivos da literatura espírita.

Ademar Arthur Chioro dos Reis
Autor: Ademar Arthur Chioro dos Reis
Médico sanitarista e professor universitário. Membro do CPDoc e do Centro Espírita Allan Kardec (Santos-SP)

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Conta-me familiar que atua em escola pública de Londres episódio recorrente no mundo. Para integrar as crianças, oriúndas de diferentes religiões, foi programada visita a uma igreja evangélica, ocasião em que seria gravada música de temática universal, com todas as vozes. Marcada para o período da tarde (as crianças freqüentam dois períodos), à hora do almoço, as mães e pais de origem muçulmana retiraram seus filhos, praticamente esvaziando a visita, para desgosto da diretora.

Esse microcosmo, desde cedo semeado, não encontra barreiras no tempo. Sem pretender estigmatizar-se este ou aquele profitente, porquanto ao longo da história, também cristãos de várias vertentes, e judeus, defenderam e defendem crenças, territórios e patrimônios, está em análise a divisão entre os seres humanos, sob um pretenso argumento divino. Não é por menos razão que Deus esteja no palco, hoje, como nunca, visto por analistas ávidos por comprovações, exigências, coerências, tanto quanto atacado pela fragilidade de argumentação de seus apoiadores.

O tema “religião”, que interessa sob o aspecto sociológico, foi objeto de um debate entre os professore Samuel Huntington, da Universidade de Harvard (EUA) e Anthony Giddens, da London School of Economics (Londres), na Itália, em 2003. Huntington defende o pensamento de que há “um choque de civilizações”, referindo-se às diferenças entre o Ocidente e o Oriente Médio, enquanto Giddens não crê que o principal conflito da nossa era seja o embate entre civilizações, mas o que opõe o cosmopolitismo ao fundamentalismo.

José Rodrigues
Autor: José Rodrigues
Economista e jornalista, um dos fundadores e editores do site Pense - Pensamento Social Espírita e fundador da ARS - Ação de Recuperação Social, de Santos-SP

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É com muito júbilo que os espíritas comemoram neste ano o sesquicentenário da Revista Espírita. O primeiro exemplar saiu em janeiro de 1858. Antes de seu passamento, em31 de março de 1869, Allan Kardec deixou pronta a edição de abril. As edições de maio e junho, póstumas, contêm informações detalhadas sobre o seu desencarne, biografia e material inédito. Ao todo são doze volumes, que podem ser considerados como parte da Kardequiana, composta por mais de 30 obras, se incluirmos a sua correspondência (rara e dispersa), livros introdutórios ao Espiritismo, prefácios e verbetes para enciclopédias etc.

Durante muito tempo essa obra volumosa e rica de informações históricas, de idéias, de teorias experimentais, esteve restrita a poucos privilegiados que possuíam condições de adquiri-la e de lê-la em francês. Por muitos anos a Federação Espírita Brasileira preferiu investir em obras caras e inúteis do ponto de vista espírita, como a coleção de quatro volumes de Os Quatro Evangelhos, de Roustaing e várias outras obras roustainguistas. Não fosse o esforço hercúleo do escritor e tradutor Júlio Abreu Filho, apoiado pelo jornalista e filósofo espírita José Herculano Pires e a editora espírita Edicel, essa coleção monumental permaneceria no limbo, longe do alcance da comunidade espírita. Júlio Abreu Filho criou a editora Édipo para lançar a coleção, no início dos anos 60. Posteriormente encampada, em termos editoriais, pela Edicel, mediante o esforço de seu proprietário, Frederico Giannini.

É de Júlio Abreu Filho, um dos maiores eruditos que o Espiritismo brasileiro já conheceu, a visão da revista como um laboratório, um espaço de experimentação doutrinária, conceitual, instrumento indispensável de Kardec: “foi o seu mais importante instrumento de pesquisa, verdadeira sonda para a captação das reações do público, ao mesmo tempo, instrumento de divulgação e defesa da Doutrina. Mais do que isso, porém, constitui-se numa espécie de laboratório em que as manifestações mediúnicas, colhidas por todo o mundo, eram examinadas à luz dos princípios de O Livro dos Espíritos e controladas pelas experiências da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas e pelas novas manifestações espirituais recebidas.” (Revista Espírita – 1858 - Apresentação – Edicel – grifo meu)

Eugenio Lara
Autor: Eugenio Lara
Arquiteto e design gráfico, é membro-fundador do CPDoc, expositor do InstitutoCultural Kardecista de Santos, do Centro Espírita Allan Kardec, de Santos, e um dos coordenadores do site PENSE – Pensamento Social Espírita.

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Artigo publicado originalmente na Coluna do CPDoc - Jornal Opinião - América Espírita – Ano XV - Nº 157 – outubro 2008

Podemos afirmar que o espírita, como todo ser humano moderno, sofreu e ainda sofre influências das crenças e religiões vividas através das suas múltiplas reencarnações, em sociedades com características profundamente religiosas, as quais deram origem aos mais importantes movimentos artísticos até hoje cultuados. Este mesmo ser humano se vê hoje inserido em uma nova filosofia – a Filosofia Espírita – a qual lhe atribui uma progressiva e sucessiva evolução e lhe confere toda a responsabilidade de seus pensamentos e ações, através do livre arbítrio. Assim sendo, tira de Deus o julgamento do que se popularizou chamar de seus pecados, pois essa filosofia dá ao indivíduo um caráter evolutivo, passível de erros na construção de seu caráter, em uma caminhada na busca da perfeição.

Um dos principais papéis atribuídos à arte até então, o da divulgação dessas crenças, para uma sociedade inculta e supersticiosa, suscitando no indivíduo o medo de uma punição divina e implacável, perde a sua função. Na Filosofia Espírita, tais características não deveriam encontrar eco. Mesmo assim, sentimos esta influência no movimento espírita quando vemos a utilização errônea da arte na divulgação de idéias e princípios que às vezes fogem aos conceitos basilares do Espiritismo.

Márcia Regina Roberto Aguiar
Autor: Márcia Regina Roberto Aguiar
Educadora, artista e participante do CPDoc e da CEPAmigos.

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Artigo publicado originalmente na Coluna do CPDoc - Jornal Opinião - América Espírita – Ano XIV - Nº 152 – Maio 2008

Na última reunião do CPDOC realizada no Centro Espírita Ângelo Prado, na cidade de Santos, em fevereiro de 2008, tivemos a grata surpresa de acompanhar o trabalho dos meninos e meninas da pré-mocidade do Centro Espírita Allan Kardec, os quais nos brindaram com um excelente trabalho de pesquisa em forma de questionário, cujo título era “A visão dos espíritas laicos e dos espíritas religiosos sobre: Carma, Livre-arbítrio, Lei de Causa e Efeito, Provas e Expiações”, tendo sido este trabalho orientado pelo nosso dinâmico e competente Ademar.

Gostaria de fazer algumas breves reflexões sobre este trabalho, obviamente sem analisar pormenorizadamente o conteúdo do mesmo, em razão destas linhas serem insuficientes a uma análise mais aprofundada do tema, no entanto, desde já recomendo aos dirigentes de Centros Espíritas ligados a CEPA na baixada santista e de outras regiões, que convidem estes jovens para a exposição do trabalho em suas casas espíritas, pois estou convencido que a temática abordada por eles é extremamente pertinente para uma reflexão espírita atualizada sobre tais temas.

Ricardo Moraes Nunes
Autor: Ricardo Moraes Nunes
Oficial de Justiça, participante do C.E. Maria Amélia no Guarujá, membro do CPDoc, secretário adjunto da CEPAmigos.

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Coluna do CPDoc - Jornal Opinião - América Espírita – Ano XIV - Nº 151 – Abril 2008

Atualmente, no consultório de ginecologia e obstetrícia, uma das queixas mais importantes é sobre sexualidade e relacionamento conjugal.

Com as vicissitudes do dia-a-dia, casais com a vida agitada, muito trabalho profissional, stress, economia familiar apertada, desenvolvem causas físicas, psicológicas e espirituais, muitas vezes refletidas na sexualidade humana.

Alcione Moreno
Autor: Alcione Moreno
Médica GO - Terapeuta Sexual, Secretária do CPDoc.

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O estudo do ser humano nos leva a reconhecer que as instituições, as leis de um povo, são a reprodução, a imagem fiel de seu estado de espírito e de consciência, e demonstram o grau de civilização ao qual ele chegou. Para melhorar o todo, é preciso melhorar cada célula social, isto é, cada indivíduo ”.1
1 Leon Denis

Totalmente acostumados a reclamar (no sentido mais desprezível da palavra, pois reclamar pode ser uma excelente atitude, toda vez que significar irresignação consciente, inconformismo, atitude, busca de mudança, etc.), talvez não estejamos ainda em condições de compreender a magnitude da lição espelhada no texto supra citado, da lavra de Leon Denis.

Sem tomar qualquer atitude consistente contra o aumento excessivo de impostos, preferimos sonegá-los e repetir, feito papagaios, que “o governo nos rouba com tanta tributação”. Extremamente acomodados no nosso niilismo, maldizemos os representantes políticos, nivelando todos pelos menos dignos da classe. Como se pertencêssemos a algum planeta distinto, condenamos a sociedade pela sua postura comodista e conivente com os desmandos dos políticos e das autoridades. Desvalorizando as conseqüências das nossas ações individuais no grupo ao qual pertencemos, condenamos os comerciantes, os ricos, os pobres, os Bancos, as Escolas, os educadores e os educandos. Esses exemplos bastam, mas, é claro, poderiam ser citados vários outros.

Jacira Jacinto da Silva
Autor: Jacira Jacinto da Silva
Juíza de direito em Bragança Paulista, espírita de nascimento, membro do CPDoc e Presidenta da CEPAmigos.

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Coluna do CPDoc - Jornal Opinião - América Espírita – Ano XIV - Nº 150 – Março 2008

Espírita, formada em jornalismo, mestre e doutora em Comunicação Social, Magali desenvolveu sua pesquisa entrevistando livreiros, editores, historiadores e mergulhando por meses nos arquivos históricos de Salvador. Procura “compreender no que teria consistido o ideário espírita no Brasil, no século XIX, observando como se realizou uma tradução editorial e cultural, no mínimo curiosa”.

O trabalho mostra que Luiz Olímpio, embora oriundo de extratos médios da sociedade, como assistente de bibliotecário e autodidata tinha acesso a todas as obras que chegavam à Bahia. Capitão reformado da Guarda Nacional, bibliotecário, taquígrafo na Assembléia Legislativa, membro do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, jornalista e professor, entre 1866 e 1874, cuidou na Bahia da publicação e divulgação de vários textos espíritas e do primeiro periódico kardecista em língua portuguesa, o Echo de Além Túmulo, promovendo a introdução do espiritismo entre o público brasileiro. Figura singular, afirmava ser um missionário da espiritualidade, trazendo a nova mensagem da “Bahia para o resto do mundo”.

Ademar Arthur Chioro dos Reis
Autor: Ademar Arthur Chioro dos Reis
Médico sanitarista e professor universitário. Membro do CPDoc e do Centro Espírita Allan Kardec (Santos-SP)

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Artigo publicado originalmente na Coluna do CPDoc - Jornal Opinião - América Espírita – Ano XIV - Nº 149 – Janeiro/Fevereiro 2008

Recentemente foi publicado o livro “Túnel de Relacionamentos” pela Editora EME, de Capivari (SP), escrito por Marcelo Henrique Pereira, advogado, auditor público, professor universitário e mestre em ciência jurídica. O autor é membro do CPDoc e estudioso dos temas “adolescência e sexualidade”, os quais são encontrados com destaque em sua obra, que versa sobre os relacionamentos afetivos, amorosos e sexuais.

Entre os muitos capítulos do livro que tratam destas questões, Marcelo analisa as questões afetas ao “Planejamento familiar” e à “Homossexualidade”. Sobre o planejamento familiar, aponta a importância do livre arbítrio na decisão de ter (ou não) filhos, as sugestões que recebemos dos Espíritos quanto à escolha e afasta a idéia de “destino”, em que os encarnados estão apenas cumprindo um papel como sendo personagens de uma história já traçada. Quanto à homossexualidade, aponta que o homossexual não é um ser que está condenado a carregar um fardo por ser diferente dos demais, tampouco abraça a idéia simplista de buscar a explicação para o comportamento homossexual relacionada à constância de encarnações do ser sob a mesma polaridade sexual (várias encarnações sucessivas como homem ou como mulher), o que levaria erroneamente a se supor que alguém, em determinada encarnação, pudesse nascer com o sexo oposto à sua “tendência” e, por isso, não se adaptaria ao novo corpo, optando por vivências homossexuais. De qualquer modo, os estudos de Marcelo Henrique proporcionam a salutar análise das questões pontuais de nosso presente, sendo um estímulo ao debate espírita e a novos estudos nesta área.

Júlia Cristiane Schultz Pereira
Autor: Júlia Cristiane Schultz Pereira
Administradora, mestranda em administração, professora universitária, educadora, palestrante e articulista espírita, secretária do Centro Cultural Espírita Herculano Pires, diretora de comunicação social da Associação dos Divulgadores do Espiritismo de Santa Catarina participante do CPDoc.

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Entrevista prestada a José Rodrigues especialmente para esta coluna do CPDoc em duas edições do Jornal Opinião - América Espírita – Ano XIV - Nº 147 – Novembro 2007 e Nº 148 – Dezembro 2007

Em pesquisa desenvolvida recentemente no CPDoc, a Dra. Jacira Jacinto da Silva* investiga as causas da criminalidade e os melhores caminhos para sua solução, com abordagem prática e realista. Como resultado deste trabalho, ela acaba de lançar o livro Criminalidade: educar ou punir (Edições CPDoc), que busca responder às questões referentes ao tema, com base na ciência do Direito e no Espiritismo.

Esta é a segunda parte de entrevista prestada a José Rodrigues** especialmente para esta coluna.

Jacira Jacinto e José Rodrigues
Autor: Jacira Jacinto e José Rodrigues
Jacira Jacinto da Silva Juíza da 3ª. Vara Cível de Bragança Paulista (SP), presidenta da CEPAmigos e participante do CPDoc. José Rodrigues Economista e jornalista

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Coluna do CPDoc - Jornal Opinião - América Espírita – Ano XIV - Nº 146 – Outubro 2007

Porém antes de mergulharmos numa análise comparativa entre estas áreas, se faz necessário recordar que quase um século os separa.

Kardec pertence ao século XIX, enquanto a maior parte das pesquisas médicas sobre o sonho e o sono se inicia efetivamente em meados do século XX. Isso, per si, justifica a necessidade de um diálogo entre estas duas áreas que, por abordar diferentes aspectos do Ser, se complementam: a medicina trata basicamente da matéria e o Espiritismo, do espírito e de suas relações com a vida corporal. É extremamente importante que possamos integrá-las para uma maior compreensão do todo.

Maria Cristina Zaina
Autor: Maria Cristina Zaina
Médica de imagem, membro do CPDoc em Curitiba e Delegada da CEPA.

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Coluna do CPDoc - Jornal Opinião - América Espírita – Ano XIV - Nº 145 – Setembro 2007

Entendendo que a prisão e as outras formas de punir deveriam ser um instrumento do Estado para a contenção da criminalidade, é necessário compreender as causas do crescimento da violência e do crime, procurando evidenciar o perfil do homem afeto ao crime enquanto ser imortal. Uma pesquisa em desenvolvimento no CPDOC, a cargo da autora, trabalha com esse tema.

O espiritismo, enquanto filosofia que considera o homem transcendente e sobrevivente à vida terrena, parte da certeza de que a sede da inteligência é o espírito imortal, e permite concluir que a decisão de infringir a ordem social e sua conseqüente responsabilidade, não se restringem aos estreitos limites da vida física.

Jacira Jacinto da Silva
Autor: Jacira Jacinto da Silva
Juíza de direito em Bragança Paulista, espírita de nascimento, membro do CPDoc e Presidenta da CEPAmigos.

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Coluna do CPDoc - Jornal Opinião - América Espírita – Ano XIV - Nº 144 – Agosto 2007

Um dos focos de pesquisa do CPDoc é o centro espírita. A análise das características e da estrutura do centro espírita, bem como das possíveis propostas para sua reestruturação, esbarram em várias dificuldades. Eis algumas delas:

1. É difícil definir centro espírita. É muito grande a heterogeneidade existente entre os grupos e, como conseqüência, surgem dúvidas: o que estaríamos analisando? a que e a quem estaríamos propondo?

Mauro de Mesquita Spinola
Autor: Mauro de Mesquita Spinola
Engenheiro eletrônico, Doutor em Computação, professor universitário. 2º. Secretário da CEPA. Diretor do CEE José Herculano Pires (São Paulo). Atual presidente do CPDoc. Participante do Programa Momento Espírita, da Rádio Boa Nova, de Guarulhos. Autor do livro "Centro espírita: uma revisão estrutural", editado pelo CPDoc.

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Coluna CPDOC - Jornal Opinião - América Espírita – Ano XIII - Nº 143 – Julho 2007

Desde o início da vida na Terra e da história da evolução dos seres os recursos naturais sempre foram extremamente importantes, proporcionando todos os elementos necessários e vitais para a sobrevivência das espécies no Planeta. Nunca, em tempos passados, foi levado em consideração se esses bens naturais eram limitados ou não, sendo explorados e utilizados indiscriminadamente.Somente nos últimos séculos o planeta, após dar diversos sinais de alerta, devido o esgotamento excessivo de suas reservas e da inconseqüente ganância do homem, vem mostrando que está exausto com dificuldade em se auto-recuperar e isso chamou a atenção de alguns estudiosos que começaram a perceber que as reservas são finitas se forem mal utilizadas.Juridicamente, não é, como visto, qualquer bem natural que se decidiu tutelar normativamente, mas sim o meio ambiente “ecologicamente equilibrado”, conforme nos dita o art 225 da Constituição Federal de 1988. E esse bem é o produto da inter-relação de seus componentes (bióticos e abióticos), o que nos leva a concluir que a noção positivada de meio ambiente compreende seus elementos e suas relações. Constituindo, portanto, o meio ambiente, uma unidade que abrange bens naturais e culturais e que compreende a integração do conjunto de elementos naturais, artificiais que proporcionam o desenvolvimento equilibrado da vida humana. Incluídos todos os elementos que, de alguma forma, contribuam para a existência, a manutenção e o aprimoramento da vida e de sua qualidade, tais como: patrimônio natural, paisagístico, histórico ou artístico. Para a implementação de políticas ambientais a participação efetiva de todas as classes sócias é primordial, mas também, é preciso investir na conscientização ambiental da população. É preciso que se tenha noção da gravidade da situação, dos riscos que o meio ambiente, como um todo, está correndo, e que se tenha reconhecimento da responsabilidade individual e coletiva das práticas adotadas até agora, que estão destruindo o planeta, mas que ainda se está em tempo consertar e/ou reconstruir os danos causados, preservando os recursos remanescentes. Nesse contexto, não há espaço para o usuário espectador, à espera de propostas surgidas nas esferas governamentais. A nova ordem é a busca de alternativas pelo cidadão ou grupo de cidadãos, levando em consideração as necessidades e dificuldades vivenciadas pelas próprias comunidades. A proteção e conservação ambiental devem ser o objetivo primordial da sociedade, para que seja possível reverter o processo elevado de degradação que assola, não só o Brasil, mas o planeta Terra. O ambientalismo é uma ciência interdisciplinar e altamente ética, não podendo ser dissociado da filosofia espírita. Desta forma, o Espiritismo, que tem como fundamento a Lei natural da reencarnação, convoca os homens a uma reavaliação de seus hábitos e na sua forma de encarar a existência na Terra. Em O Livro dos Espíritos, Kardec, nos coloca, na questão 705: “Por que a Terra nem sempre produz bastante para fornecer o necessário ao homem?...”a Terra produziria sempre o necessário se o homem soubesse contentar-se. Se ela não cumpre a todas as necessidades é porque o homem emprega no supérfluo o que se destina ao necessário. Vede como o árabe no deserto encontra sempre do que viver, porque não cria necessidades fictícias. Mas quando metade dos produtos é desperdiçada na satisfação de fantasias, deve o homem se admirar de nada encontrar no dia seguinte e tem razão de se lastimar por se achar desprevenido quando chega o tempo de escassez? Na verdade eu vos digo que não é a Natureza a imprevidente, é o homem que não sabe regular-se”. O homem, enquantoespírito encarnado também exerce ações incessantes sobre o mundo espiritual e físico, tanto pela influência dos seus pensamentos como também pelas suas atitudes, muitas vezes nociva, criando uma psicosfera tão desequilibrada e deformada, quanto às destruições e deformações causadas no seu meio material.Em muitos textos que retratam a evolução dos seres os Espíritos comentam, que passamos por todos os reinos, inclusive, na questão 540 de O livro dos Espíritos, ou seja, que começa no átomo e vai ao “arcanjo”, ou seja, da matéria ao espírito. Vale uma análise mais profunda, pois parece que a filosofia espírita não tem se aprofundado muito nas relações matéria/espírito, se preocupando muito mais com questões morais e de curas psíquicas, sem adentrar que, as deformações da matéria são causadas por desequilíbrios do espírito, pois estes têm a capacidade de regenerar-se como também de refinar a matéria, numa atitude altamente responsável e ética. Sob a ótica espírito/ambiental podemos interpretar essas questões como sendo os fatores resultantes das modificações causadas no meio ambiente e nos distúrbios psíquicos, os quais provocam reações metabólicas causando modificações químicas na matriz do DNA ou nas cadeias de moleculares, alterando a qualidade do meio com impactos altamente negativos e prejudicando a estrutura física do homem e dos demais organismos vivos do planeta. A filosofia Espírita, segundo KARDEC; ”é uma questão de fundo e não de forma”. Não adianta os exagerados bons modos, a afetação macia na voz e, menos ainda, os extremos da formalidade pura, ou seja, abstenção de bebida alcoólica, a reclusão, fugindo dos ambientes festivos e mundanos, tornar-se vegetariano, etc, se isso não vier do coração. O Espiritismo ensina que a pureza está no interior dos seres, e deve reger sua conduta e suas relações pessoais de maneira compatível com seu discurso e sua crença na imortalidade, sem esperar que a artificialidade no agir os purifique. Sendo assim, homem tem na reencarnação a oportunidade de interagir com pessoas e com o meio social, com os quais está ligado por elos do passado, e esta oportunidade deve ser utilizada de forma proveitosa e racional, mesmo porque o espírito retornará para este planeta, por inúmeras vezes, e portanto, o cuidado com o planeta hoje, nada mais é do que trabalhar no planejamento de suas futuras vivências. Desta forma, podemos reconhecer que cada um é arquiteto de sua vida, mas a partir do momento que extrapolar o seu limite acaba interferindo, de maneira indelével, no espaço dos demais.

 

Cynthya Michelin Locatelli
Autor: Cynthya Michelin Locatelli
Bacharel em Direito; ambientalista atuante nos movimentos de proteção ambiental da região do Vale de Itajaí/SC. Membro do CPDoc e Delegada da CEPA

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Artigo publicado originalmente na Coluna do CPDOc - Jornal Opinião - América Espírita – Ano XIII - Nº 142 – Junho 2007

Esta obra de Paulo Henrique de Figueiredo, publicada pela Editora Lachâtre resgata o pensamento de Mesmer, este brilhante médico, fundador do magnetismo animal.

É uma tradução inédita, integral e comentada das obras de Mesmer. Em um só volume encontramos: “Memória sobre a descoberta do magnetismo animal”, 1779; “Resumo Histórico dos fatos relativos ao magnetismo animal” 1784; “Memória de F.A. Mesmer”, doutor em medicina, sobre suas descobertas, 1799; e as anotações de seus alunos; “Aforismos de Mesmer”, 1785; também com uma biografia e a história, revista, da medicina.

Alcione Moreno
Autor: Alcione Moreno
Médica GO - Terapeuta Sexual, Secretária do CPDoc.

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Artigo publicado originalmente na Coluna do CPDoc - Jornal Opinião - América Espírita – Ano XIII - Nº 141 – Maio 2007

“[...] os direitos nascem quando aumenta o poder do homem sobre o homem – que acompanha inevitavelmente o processo tecnológico (a capacidade do homem de dominar a natureza e os outros homens) – ou cria novas ameaças à liberdade do indivíduo, ou permite novos remédios para as suas indigências.”

Norberto BOBBIO .

Marcelo Henrique Pereira
Autor: Marcelo Henrique Pereira
Presidente da Associação de Divulgadores do Espiritismo de Santa Catarina (ADE-SC), membro do CPDoc e da CEPA.

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Artigo publicado originalmente na Coluna do CPDoc - Jornal Opinião - América Espírita – Ano XIII - Nº 140 – Abril 2007

Considerando que dormimos aproximadamente 1/3 de nossa existência, indagações sobre o sono surgem naturalmente, tanto sob a ótica médica quanto a espírita.

Para a medicina o sono é estado funcional, reversível e cíclico, altamente complexo e ativo, com fases e arquitetura próprias; que interfere profundamente nos outros processos fisiológicos e é por eles afetado, podendo seus distúrbios gerar doenças e alterações comportamentais. Apresenta os seguintes estágios:Vigília, Sono REM e Sono NREM. Destes, o mais interessante é o REM, onde ocorrem os movimentos oculares rápidos e surgem os sonhos mais organizados. Sua atividade cerebral é a que mais se assemelha à da vigília, embora seja ao mesmo tempo, o momento em que estamos mais desligados do meio externo. Em razão deste aparente conflito entre atividade cerebral semelhante à vigília e isolamento do meio externo, esta fase REM é também chamada de “Sono Paradoxal”, “Sono Ativo” ou “Sono dos Sonhos”.

Maria Cristina Zaina
Autor: Maria Cristina Zaina
Médica de imagem, membro do CPDoc em Curitiba e Delegada da CEPA.

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Artigo publicado originalmente na Coluna do CPDoc - América Espírita – Ano X - Nº 102 – Março 2007

Um homem de seu tempo. Essa é a conclusão do trabalho Kardec, Sua Casa e Seus Amigos, de autoria de Carolina e Reinaldo Di Lucia. Uma proposta apresentada no VIII Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita que visa mostrar as particularidades históricas e correntes filosóficas do século XIX, assim como alguns dos principais pensadores que, de algum modo, influenciaram ou apresentaram pontos de contato com a doutrina espírita.

A primeira parte percorre “a casa” de Allan Kardec. O que se passava em um dos séculos mais famosos e conturbados da história moderna? O que se vestia ou se lia? Que invenções eram criadas? Quais guerras estavam em curso? Se o homem é produto de seu tempo, é impossível querer entender minimamente Allan Kardec e, consequentemente, sua obra, sem saber o modo de vida no qual aquela sociedade estava imersa e, daí, o porquê de determinadas teorias e escolas. Depois desse panorama histórico é hora de apresentar “os amigos” de Kardec. Claro que não há evidências de que os personagens tenham travado qualquer contato, mas é certo que alguns deles influenciaram tanto a doutrina que é possível pensar em um espiritismo antes e depois desses autores e do lançamento de suas obras.

Reinaldo Di Lucia
Autor: Reinaldo Di Lucia
Engenheiro Químico, membro do CPDoc e colunista do Jornal Abertura.

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Quem somos

O CPDOC Iniciou suas atividades em 1988, fruto do sonho de jovens espíritas interessados na inserção da crítica coletiva como prática estimuladora ao aperfeiçoamento dos trabalhos.

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